Cristianismo e adoçãoDestaque

O púlpito da adoção – por Jason Johnson

Nos acomodamos em nossos lugares na praça de alimentação do shopping quando com o canto do meu olho eu notei o que estava por acontecer de novo. Os olhos dela olhavam para um lado e para o outro, da minha filha de 2 anos para mim, em seguida, de volta para a minha filha, em seguida, volta para mim. Cada vez mais a testa dela enrugava e a curiosidade aumentava, visivelmente sua mente estava tomada por perguntas.

Eu tinha visto isso acontecer centenas de vezes e sabia exatamente o que ela estava pensando  É esse o pai dela? Ela é sua filha? Ele é branco. E ela na verdade não. Ele é muito careca. O cabelo afro dela é bonito e totalmente fora de controle. O que está acontecendo aqui? Qual é a história?

Eu sorri para ela e respondi a pergunta que eu sabia que ela queria perguntar mas não tinha certeza se poderia ou não – Sim, ela é minha filha. Não está vendo a semelhança? Com isso, a confusa estranha ao nosso lado deu uma risada com uma sensação de alívio e então se aproximou mais um pouco. Sua curiosidade era evidente. A oportunidade que estava sendo dada era notável.

Nossa conversa, naturalmente, foi para à adoção, assistência social e a razão pela qual esta preciosa menina fazia agora parte da nossa família. – Ou seja, a obra de Jesus em nosso nome no Evangelho. E, de repente, de uma forma completamente inesperada, seu rápido lanche na praça de alimentação do shopping foi invadido por Jesus. Ela não interrompeu o nosso jantar naquela noite; Jesus interrompeu o dela. E em um local casual e modesto, o púlpito da adoção pregou o poder do Evangelho para ela. Ela estava agradecida, disse que ela nunca tinha pensado nesse assunto dessa forma e nos agradeceu por permitirmos que ela interrompesse nosso pequeno encontro de pai e filha. Garanti-lhe que ela não tinha interrompido e que tinha sido uma honra. E realmente foi. Que privilégio é ver o Evangelho tornar-se visível através da vida de uma menina de 2 anos em uma praça de alimentação do shopping.

O PÚLPITO DA ADOÇÃO

Adoção não é nada menos do que dar nossas famílias para as crianças que não têm uma, mas na verdade é muito mais do que isso. O chamado para cuidar dessas crianças não termina no nosso cuidado com elas, ele se estende para a responsabilidade que temos de nos posicionar como um púlpito sobre o qual o Evangelho pode ser comunicado de maneira mais vívida e eficaz para um mundo curioso ao nosso redor. Nós não precisamos compartilhar os trágicos detalhes da história dos nosso filhos tanto quanto nós precisamos compartilhar as boas novas de Jesus. A história deles é para ser contada por eles – quando e como escolherem; mas, Sua história é para ser contada por Ele – e Ele deixou claro quando e como Ele quer que isso aconteça. Embora nem sempre é o caso de que a cor da pele e o tipo de cabelo tornem certas coisas óbvias sobre adoção, é sempre o caso de que cuidar dos marginalizados, oprimidos e órfãos por trazê-los para uma nova família para sempre, e esta é uma das expressões mais puras e imaculadas da nossa fé que este mundo há de ver (Tiago 1:27). Isso prega a Sua história. Nosso trabalho é deixar acontecer.

“A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” Tiago 1:27

OPORTUNIDADES, NÃO ABORRECIMENTOS

Abrace as perguntas, olhares, suposições e declarações aparentemente ofensivas dos outros não como aborrecimentos, mas como oportunidades – o privilégio e a responsabilidade que lhe foi dada através da adoção para ajudar a formar (informar) algumas pessoas no Evangelho. Talvez eles não estejam interrompendo, seja o que for que estamos fazendo, tanto quanto Jesus está querendo interromper o que eles estão fazendo. É geralmente o caso (embora nem sempre) que os olhares e declarações das pessoas não são maliciosos por intenção, mas sim ignorantes de entendimento. É nosso o trabalho de informar, ensinar e ajudar a construir um paradigma para as pessoas que vai além do que eles estão vendo na nossa família e aponta para algo maior e mais glorioso – ou seja, o coração de Deus para eles, seja para o nosso amigo na igreja ou conhecido no bairro ou estranho na praça de alimentação – refletido diante deles na constituição dinâmica da nossa família.

SEU NOME É JESUS

Adoção encarna o Evangelho com grande nitidez e clareza. Como uma sombra que traz Jesus com você onde quer que vá – o supermercado, o restaurante e até mesmo a praça de alimentação no shopping. As pessoas não conseguem evitar parar, olhar, questionar, admirar e atrapalhar-se através de interações desajeitadamente difíceis e às vezes até cômicas com você – pois é diferente de tudo o que já compreenderam e as suas tentativas de colocar em palavras podemos dizer que são débeis na melhor das hipóteses. No entanto, temos as palavras e as respostas para para lhes oferecer  – O nome dele é Jesus.

O púlpito foi construído, o público está interessado, o privilégio para apontar para Ele, é modesto.

Adoção prega o Evangelho. Nosso trabalho é deixar acontecer.

lightstock_90295_max_user_4006924

 

 

 

>>> Texto originalmente escrito em inglês: “HOW ADOPTION PREACHES THE GOSPEL AND WHY WE MUST LET IT.” Extraído do Jason Johnson Blog e traduzido por Luciane Moreira Cruz autora do blog Gravidez InvisívelTradução do título original: Como a adoção prega o Evangelho e por que devemos deixar que isso aconteça. <<<

Post anterior

Música Portão da série Histórias de Adoção do GNT

Próximo post

Livro para os pais: Como falar para o seu filho ouvir e como ouvir para o seu filho falar, Adele Faber/Elaine Mazlish, Summus Editorial

Gravidez Invisível

Gravidez Invisível

Sem Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *