Psicologia & Adoção

Adoção: Sobre a importância de falar a verdade sobre a origem da criança

Desde pequenos aprendemos que não devemos mentir e que a verdade é sempre o melhor caminho. Na hora de educar um filho repassamos os mesmos ensinamentos, afinal de contas a verdade é sempre a base de tudo, não é?! É. Ou deveria ser… Mas a verdade, é que muitos pais adotivos ficam na dúvida sobre como, quando e o que contar aos filhos sobre como eles nasceram.

Vamos começar pelo mais simples: se você não fala a verdade sobre algo, então está mentindo ou omitindo, correto? E você considera saudável uma relação baseada na mentira ou omissão? Aposto que não. A verdade nesse caso é fundamental para a base saudável que você deseja proporcionar ao seu filho. A verdade é a história individual dele e ele precisa saber de sua origem para criar sua identidade. Percebem a importância em falar a verdade sobre a origem do filho? A verdade é um direito, além de ser fundamental para o desenvolvimento psíquico saudável.

Normalmente os pais cogitam não falar a verdade, ou toda ela, com receio de que a relação com o filho se modifique.

Com o medo de perder o afeto, os pais não se dão conta que manter o segredo é muito mais difícil e angustiante do que contar a verdade. Por que um segredo como este é praticamente impossível se manter para sempre, a criança/adolescente em algum momento vai perceber algo que não se encaixa. Quando você não conta ou omite informações importantes, a criança se sente confusa, insegura e ansiosa. Além do fato de que quando ela souber a verdade terá que lidar, também, com a mentira dos pais e a quebra de confiança na relação.

Como podemos ver, o caminho mais saudável para família como um todo é a verdade, simples e natural como ela deve ser. O momento certo de contar é o mais cedo possível, para que tudo ocorra de forma natural, sem necessitar ter um tom de revelação. Estar aberto para esclarecer todas as dúvidas é a melhor forma de amor e confiança que você pode oferecer ao seu filho.

Em breve falaremos sobre a adoção da criança mais velha e a busca pelos pais biológicos. Por enquanto ficamos por aqui. Até a próxima!

Lívia Oliveira

Psicóloga

Post anterior

Adoção: Book da gestação do coração Roberto & Tainá

Próximo post

Adoção: Book da gestação do coração Alexandre & Walkiria

Lívia Oliveira

Lívia Oliveira

Psicóloga (CRP 07/18713) formada pela PUCRS, com formação em Psicoterapia Humanista (Ser & Existir – Centro de Estudo da Pessoa/RS). Atua na área da Psicologia Clínica atendendo individualmente a crianças, adolescentes, adultos e terapia de casal. É colaboradora do blog Gravidez Invisível.

2 Comentários

  1. abril 8, 2016 em 1:42 am — Responder

    Tinha duvidas,não sabia se estava agindo certo em contar para minha filha que ela foi gerada em meu coração, mas depois que li essa reportagem,fiquei mais segura e com mais certeza de que estou no caminho certo. Obrigada a vcs que estão sempre nos orientando com suas experiências. Tania

  2. abril 24, 2017 em 3:55 pm — Responder

    Realmente fui deixando o tempo passar… hj a Luana está com 11 anos, como não contei desde pequena fiquei preocupada em contar nessa pré adolecencia…Nessa quinta feira dia 20 aconteceu o que eu tanto temia, Através de uma rede social a sua genitora à descobriu e com ar de crueldade contou toda verdade… Mais graças a Deus ela compreendeu e aceitou muito bem… Agora estamos acompanhando tudo ainda mais de perto… Porém foi muito dolorosa a descoberta dessa maneira…. E até o momento em relação a genitora ainda não sei como agir, pois acredito que tudo sendo dentro dá lei como foi nossa adoção ela não poderia ter feito dessa forma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *