Psicologia & Adoção

Adoção e Escola: uma interação necessária

A diversidade familiar já é comum no ambiente escolar. Pais separados, madrastas e padrastos, avós como cuidadoras, filhos por adoção, e assim por diante. As escolas estão cada vez mais se adaptando a esses novos modelos de família, mas quando pensamos especificamente em casos de adoção algumas escolas ainda não conseguem lidar muito bem com essa situação. Quão comum é: chegar o dia das mães e as professoras solicitarem fotos das mães grávidas. Ou então: fazer um trabalho sobre a árvore genealógica. São abordagens comuns e inclusive importantes, mas que em casos específicos precisam ser repensadas e adaptadas.

Além da adaptação das escolas frente às diferentes formações familiares, outra questão é muito importante: como a família que tem um filho por adoção interage com a escola. Pensando que a escola é parte importante na formação de seu filho, é fundamental que ela seja um ambiente acolhedor em todos os sentidos. De que adianta tratar com toda naturalidade sobre adoção em casa e na escola as professoras não conseguem tratar com da mesma forma. Não é só em casa que as dúvidas surgem, na escola a criança também pode, e provavelmente irá, questionar e o ambiente escolar precisa estar preparado para lidar com isso.

Pensando assim, é interessante que a escola saiba que a criança foi adotada. A escola tendo esta informação, não só saberá lidar com os conteúdos que possam surgir, como também podem inserir esse tema na dinâmica escolar. Por isso a escolha da escola é muito importante. Procure uma escola onde haja bastante acolhimento e questões como preconceito e inclusão sejam trabalhadas. A interação família – escola só tem a acrescentar na formação do seu filho.

Lívia Oliveira
Psicóloga: CRP 07/18713
(51) 9238-3337

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Lívia Oliveira

Lívia Oliveira

Psicóloga (CRP 07/18713) formada pela PUCRS, com formação em Psicoterapia Humanista (Ser & Existir – Centro de Estudo da Pessoa/RS). Atua na área da Psicologia Clínica atendendo individualmente a crianças, adolescentes, adultos e terapia de casal. É colaboradora do blog Gravidez Invisível.

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